sexta-feira, 30 de outubro de 2009

No Afeganistão, a abominável reputação do clã Karzai

Fonte Le Monde
Reportagem: Frédéric Bobin, em Nova Déli (Índia)
Tradução: Lana Lim

Hamid Karzai e seus irmãos... se existe um desvio que tenha manchado a imagem do atual presidente afegão, é o ativismo político-marqueteiro dessa irmandade intrusiva, fonte de rumores dos mais abomináveis. Será que Karzai, que poderá ser reeleito no segundo turno das eleições presidenciais do dia 7 de novembro, se resignará em conter a influência deles para restaurar sua imagem? Por trás de Hamid, há Ahmed Wali, Mahmoud, Qayum. Esses irmãos, que imigraram para os Estados Unidos após a invasão soviética no fim de 1979 - ao passo que Hamid optou pela Índia, antes de se juntar à resistência em Peshawar, no Paquistão - voltaram ao país a partir de 2002 e ali prosperaram.

Hamid Karzai, 51, etnicamente Pashtun, tem formação em Ciência Política na Índia. Ele chegou a apoiar o Taleban, mas rompeu com eles a partir dos sinais de que o grupo estava caindo sob a influência de extremistas estrangeiros, como Al Qaeda. Em 2001, foi apontado como presidente interino do Afeganistão, após o ataque liderado pelos EUA, e em seguida ganhou as eleições presidenciais de 2004. Corrupção no governo, desenvolvimento vagaroso e morte de civis em ataques estrangeiros provocaram uma queda em sua popularidade. Karzai diz que negociação de paz com Taleban é prioridade se for reeleito
Teria Karzai se apropriado de Cabul? Descubra aqui

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Estados da Federação com IDH mais baixos gastam mais para manter Judiciário.

Locais com pior IDH gastam até 1,77% do PIB estadual com estrutura. Regiões mais ricas consomem, no máximo, 0,99% do PIB, mostra AMB.
Os estados menos desenvolvidos do Brasil gastam mais, proporcionalmente ao Produto Interno Bruto (PIB) estadual, para manter a estrutura do Judiciário, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29) pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).

O levantamento foi feito pela professora Maria Tereza Sadek, da Universidade de São Paulo (USP), que utilizou os dados da pesquisa "Justiça em Números", do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), divulgada em junho. O estudo do CNJ mostrou que a
Justiça brasileira gastou R$ 33,5 bilhões em 2008, quando tramitaram 70 milhões de procede educação, renda da população, entre outros. ssos em todos os tribunais.

Maria Tereza explicou que, embora os estados menos desenvolvidos tenham gasto proporcionalmente maior, o valor absoluto é menor do que nos estados com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mais elevado. O IDH é o parâmetro da Organização das Nações Unidas (ONU) que classifica regiões de acordo com dados.
Fonte: G1

Comissão do Senado aprova entrada da Venezuela no Mercosul

A Venezuela ficou mais perto de ser admitida no Mercosul nesta quinta-feira (29), dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajará a Caracas para encontros com o presidente Hugo Chávez. A CRE (Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional) aprovou o protocolo de adesão assinado em Caracas em julho de 2006 e encaminhado pelo Executivo ao Congresso no início de 2007. A matéria ainda precisa ser votada no plenário do Senado, o que deverá ocorrer na próxima semana. Leia mais.

Fonte: UOL

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Assessor da ONU pede ação preventiva para que o Rio faça Olimpíadas seguras

O Rio de Janeiro precisa começar hoje uma política de prevenção para garantir a segurança dos Jogos Olímpicos de 2016, disse nesta segunda-feira uma autoridade de segurança da ONU em visita à cidade, após uma onda de violência e confrontos entre traficantes de drogas e a polícia que deixou mais de 40 mortos.
O colombiano Elkin Velásquez, coordenador do programa Cidades Mais Seguras da agência de habitação da Organização das Nações Unidas (UN-Habitat), acrescentou que o Rio precisa de uma solução que vá além da questão policial e inclua a melhora da qualidade de vida dos moradores das favelas, atualmente dominadas por facções criminosas, para diminuir a violência urbana. - É preciso começar agora com as medidas para que em 2016 a cidade seja mais segura, como sabemos que será.
A prevenção tem que começar hoje sobre a base de esforços já realizados. Os Jogos Pan-Americanos (2007) e a Copa do Mundo (2014) serão um bom aprendizado para a cidade até as Olimpíadas - disse Velásquez a jornalistas na sede regional da UN-Habitat, no Rio, após reunião com dirigentes do comitê organizador da Olimpíada na cidade. Velásquez foi assessor de segurança pública do prefeito de Bogotá e teve papel importante na redução da criminalidade na capital colombiana.
O Rio de Janeiro viveu uma das ondas de violência mais sangrentas dos últimos anos, que deixou um saldo de ao menos 42 mortes em uma semana. A derrubada de um helicóptero policial por traficantes no dia 17 de outubro foi o detonador da crise, apenas duas semanas após a cidade ter superado Chicago, Tóquio e Madri na eleição do Comitê Olímpico Internacional (COI).
Os incidentes despertaram preocupação internacional quanto à segurança da realização dos primeiros Jogos Olímpicos na América do Sul e da Copa do Mundo de futebol de 2014, que terá no Rio a provável sede da final no Maracanã -- que fica a poucos quilômetros do Morro dos Macacos, onde o helicóptero foi abatido.
Velásquez traçou paralelos entre a violência do tráfico de drogas no Rio com a cidade colombiana de Medellín, que viu uma redução drástica nos índices de violência nos últimos anos, apesar de um recrudescimento recente.
Segundo ele, a tática adotada na Colômbia de agir na prevenção seria a mais eficiente também na capital fluminense. - As políticas públicas de segurança precisam de coerção o quanto necessário e prevenção o quanto possível.
As várias cidades do mundo que tiveram sucesso na segurança pública agiram com firmeza nesses dois aspectos, com integração, coordenação, liderança e planejamento - afirmou. Velásquez, que visitou no domingo uma das cinco favelas do Rio onde a polícia expulsou o tráfico e implementou um policiamento constante, elogiou a ação do governo e disse que esse é um bom início para resolver o problema da violência na cidade.
No entanto, ele destacou que o projeto precisa ser avaliado com cautela e que eventuais falhas precisam ser corrigidas para que tenha sucesso também em comunidades maiores. Segundo Velásquez, o tema não será resolvido apenas com presença policial, mas também levando cidadania e melhorando a qualidade de vida dos moradores das comunidades carentes. - É preciso trazer os jovens desses locais para a legalidade, temos que chegar a eles antes que a criminalidade o faça.
Os jovens são as principais vítimas, mas também os principais atores dos crimes quando não têm oportunidades - disse. A visita de três dias de Velásquez ao Rio tem como propósito acertar os detalhes finais para a escolha de uma favela da cidade que fará parte do programa Cidades Mais Seguras da ONU.
Em parceria com o Ministério da Justiça, o programa tem como foco a mediação de pequenos conflitos que poderiam ganhar proporções maiores.
Segundo ele, ainda não foi decidida qual comunidade será escolhida na cidade, mas há uma preferência por um local onde já exista a presença constante do poder público. Uma comunidade de São Paulo e uma do Nordeste também receberão o mesmo tipo de projeto.
Fonte: UOL

UE atrasa discussão detalhada sobre seus futuros líderes

A União Europeia (UE) não espera conseguir a ratificação tcheca ao Tratado de Lisboa ainda nesta semana, o que faz com que a cúpula comunitária de quinta-feira e sexta-feira provavelmente não leve a uma decisão sobre a nomeação de novos responsáveis pelo bloco.
Os ministros de Assuntos Exteriores da UE prepararam hoje em Luxemburgo o Conselho Europeu dos dias 29 e 30 com os olhos em Praga, onde o Tribunal Constitucional tcheco deve anunciar amanhã quando se pronunciará sobre a admissão para trâmite do recurso contra o Tratado de Lisboa apresentado por um grupo de senadores conservadores.
Tal decisão é esperada para a próxima semana. Por isso, o máximo que pode acontecer na conversa dos líderes comunitários no jantar de quinta-feira é algum tipo de discussão preliminar sobre as nomeações, cujo alcance estaria atrelado ao tom adotado pela Justiça tcheca amanhã, apontam fontes comunitárias.
A questão tcheca deixou pendente o anunciado entendimento - cujo conteúdo se desconhece - entre a Presidência temporária sueca da UE e o presidente tcheco, Vaclav Klaus, para garantir a assinatura deste no Tratado de Lisboa.
A República Tcheca é o último país da UE que ainda não aderiu ao acordo."Tudo está parado" até que haja uma decisão favorável em Praga, diz uma fonte do bloco, que insiste em que não se quer dar a impressão de que a UE cederá a Klaus para depois receber uma notícia desagradável da Justiça tcheca.A ministra de Assuntos Europeus sueca, Cecilia Mallström, destacou hoje que o Tribunal Constitucional tcheco não terá uma decisão "até depois da cúpula".
De qualquer forma, ficou claro hoje que a Eslováquia quer as mesmas concessões que a vizinha República Tcheca obtiver. Segundo fontes da UE, estas devem corresponder a uma isenção da Carta de Direitos Fundamentais do bloco.Polônia e Reino Unido já obtiveram uma isenção similar durante as negociações do Tratado. Por isso, bastaria agora acrescentar República Tcheca e Eslováquia a essa menção, o que evitaria o desconforto de ter que renegociar o texto.
A preocupação do presidente tcheco, que ameaçava bloquear a aprovação do Tratado, é que a aplicação dessa Carta possa impulsionar reivindicações dos cidadãos de origem alemã expulsos da antiga região tchecoeslovaca dos Sudetos após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) pelos chamados "decretos de Benes"."Isto é algo que, certamente, é muito sensível na Eslováquia", admitiu Malmström, embora tenha insistido em que a Carta de Direitos Fundamentais da UE não tem retroatividade.
A ministra sueca deixou claro que, perante a falta de precisão sobre a ratificação do Tratado, a discussão acerca dos futuros nomeações "não começou ainda".Assim, diferentes fontes concordam que as nomeações do futuro presidente da UE e do novo responsável de política externa podem ser decididos em uma cúpula extraordinária no mês de novembro.
Apesar de o debate ser ainda muito preliminar, vários ministros de Assuntos Exteriores da UE se pronunciaram a favor de que os dois cargos sejam concedidos a personalidades políticas "fortes".
Os ministros de Reino Unido, Espanha e Finlândia foram alguns dos que se manifestaram neste sentido, a fim de dotar a União de uma voz forte que ponha a Europa no mesmo nível internacional que Estados Unidos e China, por exemplo.
Para facilitar essa tarefa, o Conselho de Ministros aprovou hoje os princípios do futuro serviço europeu de ação externa (SEAE), instrumento em torno do qual se construirá uma autêntica diplomacia comum da UE e que terá início no primeiro semestre do ano que vem, quando a Espanha assumirá a Presidência temporária do bloco.
Entre os citados como primeiro presidente estável da UE estão o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair; o atual chefe de Governo holandês, Jan Peter Balkenende; a presidente da Finlândia, Tarja Halonen; o ex-chefe de Estado desse país Martti Ahtisaari, Prêmio Nobel da Paz 2008; e o ex-presidente do Governo espanhol Felipe González.
Fonte: UOL/Agência EFE.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Justiça da Suécia vai libertar a ex-presidente dos sérvios da Bósnia



Biljana Plavsic, ex-presidente dos sérvios da Bósnia, presa na Suécia por crimes de guerra, será libertada em 27 de outubro, anunciou nesta quinta-feira (22) o ministério sueco da Justiça.
No mês passado, o Tribunal Penal Internacional (TPI) aprovou a libertação antecipada de Biljana Plavsic, condenada em fevereiro de 2003 a 11 anos de prisão.
"Em sua decisão de 14 de setembro de 2009, o Tribunal Penal Internacional concorda com uma libertação condicional de Biljana Plavsic segundo a legislação sueca", afirma um comunicado do ministério sueco.

De acordo com a lei sueca, o réu pode ser liberado por boa conduta quando já cumpriu dois terços da pena.

A ex-presidente dos sérvios da Bósnia está detida desde junho de 2003 na penitenciária feminina de Hinseberg, 100 quilômetros ao oeste de Estocolmo.

Biljana Plavsic,de 79 anos, admitiu sua responsabilidade, como vice-presidente da entidade sérvia da Bósnia proclamada unilateralmente, na campanha de perseguição das forças sérvias das Bósnia contra os muçulmanos e os croatas da Bósnia durante a guerra que deixou 100 mil mortos de 1992 a 1995.

Plavsic se tornou presidente da 'Replika Srpska' em 1996, após o fim da guerra e a retirada de Radovan Karadzic, também detido pelo TPI.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Região de conflito na Somália vira "oásis de paz"

Conheça a história de Mohamed Aden, um somali-americano que em 2008 retornou inesperadamente para o país africano para ajudar as vítimas da seca. Moradores pediram a Mohamed que se tornasse seu líder. Em menos de um ano, ele transformou Adado em um oásis cheio de paz.

video

Por: New York Times

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Contraponto: " A Olimpíada que perdemos"


Por Clóvis Rossi da Folha On line

Não deixa de ser pedagógico o fato de as Nações Unidas terem divulgado o seu IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) apenas 48 horas depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter decretado que o Brasil passara a ser um país de "primeira classe", porque o Rio fora escolhido para sede da Olimpíada de 2016.

Não, presidente, o Brasil é de 75ª classe, a sua classificação no IDH, vexatória como sempre.
Aliás, toda vez que sai um ranking internacional que mede algum aspecto do desenvolvimento humano, o Brasil passa vergonha.

Ficou, desta vez, quase empatado com a Bósnia-Herzegovina. Ajuda-memória: a Bósnia-Herzegovina é aquele pedaço da antiga Iugoslávia que passou faz pouco menos de 20 anos por um genocídio --e nada é mais devastador para o desenvolvimento humano que uma guerra como aquela.

O Brasil, ao contrário, não tem uma guerra desse tipo desde a do Paraguai, no remoto século 19. Não obstante, empaca no desenvolvimento humano desde sempre.

O que torna ainda mais desagradável o resultado é o fato de que, nos 15 anos mais recentes, o país teve dois governos de eficiência acima do padrão usual e de proclamadas intenções sociais --algumas realizadas, outras nem tanto ou nada.

O Brasil de fato passou a ter, nos últimos anos, um peso internacional inédito na sua história, mas o IDH só dá total razão ao que escrevi domingo, para a Folha: "Nada de perder a perspectiva: os que fizeram a viagem [rumo à primeira classe] são poucos, pouquíssimos políticos, um bom número de diplomatas e funcionários públicos graduados, um número crescente mas ainda pequeno de empresários. É uma vanguarda que, se olhar para trás, verá que a grande massa ainda come poeira".

A ONU assinou embaixo. E de quebra desmontou a falácia dos BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) como as grandes potências de um futuro próximo. A Rússia ficou pouco acima do Brasil, no 71º lugar; a China, bem abaixo, no 92º. A Índia, então, é de terceira classe no capítulo desenvolvimento humano (134º posto).
Clóvis Rossi é repórter especial e membro do Conselho Editorial da Folha, ganhador dos prêmios Maria Moors Cabot (EUA) e da Fundación por un Nuevo Periodismo Iberoamericano. Assina coluna às quintas e domingos na página 2 da Folha e, aos sábados, no caderno Mundo. É autor, entre outras obras, de "Enviado Especial: 25 Anos ao Redor do Mundo e "O Que é Jornalismo".E-mail: crossi@uol.com.br

Brasil permanece estável em índice de desenvolvimento humano

O Brasil permaneceu estável no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), divulgado nesta segunda-feira.

O país ocupa a 75ª posição no índice. Entre 2006 e 2007, o índice brasileiro subiu levemente de 0,808 para 0,813, valor considerado de alto desenvolvimento humano.
O índice, que varia entre 0 e 1, avalia as conquistas de um país com base na expectativa de vida, acesso à educação e padrão de vida, medido pelo PIB (Produto Interno Bruto) per capita.

Nesta edição, o IDH avaliou 182 países, com a inclusão de Andorra e Liechtenstein pela primeira vez, e a volta do Afeganistão, que havia saído do índice em 1996
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Supositório-bomba é nova arma da Al -Qaeda, diz 'Figaro'

Um documento dos serviços antiterror da França, obtido pelo jornal Le Figaro, revela que a rede Al-Qaeda estaria utilizando explosivos introduzidos como supositórios no interior do corpo para cometer atentados suicidas.

Segundo informações obtidas pela Direção Central de Informação Doméstica, o novo serviço antiterror criado na França, e pela Unidade de Coordenação da Luta Antiterror, a organização extremista já cometeu um atentado desse tipo na Arábia Saudita em agosto passado.

Por meio de um telefone celular, Abul Khair, ativista islâmico detido pelas autoridades sauditas, detonou uma explosão diante do príncipe Mohammed bin Nayef, responsável pela luta contra o extremismo no país. O príncipe conseguiu escapar do atentado, reivindicado oficialmente pela rede Al-Qaeda. Já o suicida teve o corpo despedaçado em mais de 70 pedaços.

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domingo, 4 de outubro de 2009

FMI dá mais um passo na cessão de poder a países em desenvolvimento

Por César Muñoz Acebes. Istambul (Turquia), 4 out (EFE).

A cessão de poder aos países em desenvolvimento nas estruturas econômicas internacionais deu hoje um novo passo, com o compromisso dos países-membros do Fundo Monetário Internacional (FMI) de colocar fim ao controle europeu da chefia deste organismo.O Comitê Monetário e Financeiro Internacional, que representa os 186 países-membros do FMI, prometeu aprovar em abril um novo processo de seleção dos diretores da entidade, que será "aberto, baseado no mérito e transparente".
Desde sua fundação, em 1944, todos os diretores-gerentes do Fundo foram europeus, enquanto o "número dois" foi americano. Em troca, os Estados Unidos se reservaram a designação do presidente do Banco Mundial.Esse é um acordo tácito entre os dois máximos acionistas das instituições, contra o que os países em desenvolvimento protestam há anos.
A declaração do Comitê, realizada ao final de sua reunião semestral, significa que, pela primeira vez em sua história, o próximo diretor-gerente do FMI poderá não ser europeu, confirmou à Agência Efe uma fonte da entidade.O Comitê se reuniu em um centro de convenções na parte europeia de Istambul.A reunião aconteceu uma semana depois de o Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e os principais emergentes) se consolidar como o fórum de coordenação econômica mais importante mundo, em substituição ao Grupo dos Oito (G8), dos países desenvolvidos e da Rússia.
Os países em desenvolvimento conseguiram mais que isso na cúpula de Pittsburgh (EUA), ao ganhar o apoio do G20 de transferir "pelo menos" 5% do voto no FMI para os países ricos sub-representados.
Na prática, isso significa uma cessão de voto da Bélgica, Suíça e possivelmente Reino Unido e França, por exemplo, a países como Brasil, China, México, Índia e Rússia.
Hoje, os outros 166 membros do Fundo expressaram seu acordo com o sugerido pelo G20 por meio do Comitê Monetário e Financeiro Internacional, que apoiou a proposta em sua declaração.
O ministro da Economia brasileiro, Guido Mantega, insistiu hoje em seu discurso diante do Comitê em que 5% são o mínimo, e demandou que se ceda 7% do voto. Isso dividiria o poder a 50% entre países avançados e em desenvolvimento dentro do FMI."Esperamos que os países avançados super-representados percebam que podem prejudicar muito o Fundo se tentarem bloquear ou adiar a reforma", disse Mantega.
O diretor-gerente do organismo, o francês Dominique Strauss-Kahn, ressaltou em entrevista coletiva posterior à reunião do Comitê que uma transferência de 5% "não seria mal" e se acrescentaria ao 2,7% aprovado no ano passado.As mudanças no G20 e no FMI são um reflexo de uma grande mudança na estrutura econômica mundial, que ficou especialmente evidente durante a crise, gerada nos países ricos.
As nações em desenvolvimento ajudam o resto do mundo a sair da recessão com seu aumento atual e demandam uma influência nos órgãos de poder em consonância com seu novo peso econômico.
Além disso, são a chave para um crescimento mais equilibrado no futuro, já que o mundo "não poderá confiar tanto na despesa americana para impulsionar o crescimento", disse hoje na sessão do Comitê o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner.
Para isso, a China, especialmente, deverá promover a demanda interna e importar mais. Em troca, os países em desenvolvimento querem mais representação e a possibilidade de colocar um dos seus na chefia do FMI

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

L'Irlande s'apprête à voter à nouveau sur le traité de Lisbonne

Fonte: lemonde.fr avec AFP 01.10.09 22h27
Il y a quinze mois, les Irlandais avaient dit "non" au traité de Lisbonne. Ils devront se prononcer à nouvau vendredi 2 octobre et cette fois l'Union européenne espère bien un "oui" qui débloquerait la réforme des institutions européennes.
Le premier ministre irlandais Brian Cowen a sonné le rappel, jeudi, dans une déclaration appelant "tout le monde à voter". "Le soutien en faveur du oui est solide mais il ne faut rien considérer comme acquis", citant des sondages favorables à l'adoption du traité avec de 48 % à
Le secrétaire d'Etat aux affaires européennes, Dick Roche, a de son côté mis en garde contre "un excès de confiance", mais on voit bien que l'attitude de Bruxelles est bien loin de celle qui prévalait en juin 2008, avant le premier référendum. Les sondages étaient pessimistes et les 4,3 millions d'Irlandais, soit moins de 1 % des Européens, avaient finalement rejeté Lisbonne à 53,4 %.
"SPÉCIFICITÉS CELTIQUES"
L'Irlande, seul pays tenu par sa Constitution d'organiser un référendum, a accepté de faire revoter la population moyennant des contreparties. L'UE a assuré qu'elle ne toucherait pas aux "spécificités celtiques" : l'interdiction de l'avortement, la neutralité militaire et un faible taux d'imposition.
De plus, si le traité est adopté, l'Irlande continuera à disposer de "son" commissaire européen. "Ces garanties sont irréfutables… et ont modifié de manière substantielle la dynamique du référendum", avait assuré mercredi 30 septembre le premier ministre Cowen.
Dans les pubs de Dublin, le traité de Lisbonne a suscité bien moins d'intérêt que le récent 250e anniversaire de la Guinness, d'où les précautions de Brian Cowen et Dick Roche. Conscientes de l'apathie d'une population à qui l'on demande de voter deux fois sur le même texte, les forces du "oui" ont fait jouer la corde sensible de l'économie et surtout des emplois.
"En votant oui, vous aiderez l'Irlande à rétablir son économie", a asséné le premier ministre Cowen, recevant l'appui marqué de certains des plus grands hommes d'affaires du pays. Le patron de Ryanair, Michael O'Leary, achète des pleines pages de journaux barrées d'un grand "oui à l'Europe".
Les "nonistes" dénoncent une campagne du "oui" alarmiste et estiment que les garanties ne changent "pas une seule virgule" au traité, selon le mot de Gerry Adams, leader du parti nationaliste Sinn Fein.
D'autres parient sur un vote sanction contre un gouvernement impopulaire et qui a eu bien du mal à faire passer un plan de sauvetage des banques ayant coûté 54 millions d'euros.
"Oui, les gens sont très en colère… mais je pense qu'ils sont capables de faire la différence", a assuré M. Roche. Les maisons de paris, elles, ont déjà voté : elles prévoient la victoire du "oui" à 60-65 %. "Ça semble couru d'avance", déclare Leon Blanche de Boylesports, qui a déjà commencé à payer ceux qui ont misé sur le "oui".